domingo, 21 de setembro de 2014

Eleições 2014, barbaridade!

Nunca vi tanta gente politizada na minha vida. 

É povo que convivi a vida inteira e nunca teceu, sequer, um comentário sobre qualquer candidato, candidatura ou partido e agora, nas eleições de 2014 resolveu botar a linguinha (ferina) de fora.

É arrasando o PT, é questionando a capacidade da Marina Silva, é se posicionando a favor do Aécio...

Esse post aqui não tem nenhuma intenção partidária ou de levantar a bandeira para este ou aquele. O que tem me impressionado nestas eleições é a voracidade com que as pessoas criticam os candidatos e, pior ainda, como os candidatos tocam as suas campanhas.

É muito menos um debate de ideias, de propostas que possam melhorar nosso país nos temas tão batidos como, saúde, educação e segurança. Isso aí tudo está em segundo plano.

O ataque, tanto da população quanto dos políticos, virou algo pessoal. É como se a sua preferência política revelasse o seu caráter, seus valores e personalidade.

Parece até rivalidade de time de futebol com todo aquele ódio do time adversário, mesmo quando ele não está jogando contra o seu.

Sinto-me em pleno período de barbárie no qual as pessoas perderam a noção do que mais importa e ataca quase que por atacar. Vejo um prazer em difamar, sacanear, xingar e diminuir este ou aquele candidato, tirando o foco do mais importante, que são os problemas do país.

É uma torcida do contra, um desejo íntimo de que tudo dê errado para que o “vilão” da história (ou da eleição) perca e, mais do que isso, saia, ao final, humilhado. 

As pessoas agem como quem assiste à novela Avenida Brasil e os candidatos aqui são todos a Carminha. A eleição, por incrível que pareça, virou uma diversão e já que a tragédia dá muito mais cartaz do que a alegria, que se joguem pedras e tudo o mais que façam esse show de 2014 ficar cada vez mais eletrizante.

Acho lamentável que isso esteja acontecendo! Que estejamos tão acostumados com más notícias que elas tenham virado nossa maior distração. Que tenhamos perdido a ternura, a compaixão, a compreensão, o respeito ao próximo e a discussão racional.

Acho pior ainda que estejamos “emburrecendo” e esquecendo de que nosso país precisa mesmo é de pessoas lúcidas, com visão sensata sobre questões tão cruciais para o desenvolvimento deste Brasil, um país de um tal futuro que nunca chegou pra muita gente.

Que no dia 5 de Outubro possamos votar em nossos candidatos escolhidos, pois vivemos em uma democracia e, ainda bem, temos o poder de escolha. Mas torço para que a vitória seja de uma sociedade mais consciente, mais positiva, que torça pelo país e não por este ou aquele candidato.


Que o vencedor desta disputa esqueça suas desavenças políticas (isso não tem cabimento) e possa governar o país para a gente e não para seus partidos. Que vença o melhor! Que vença o Brasil! 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Quando a natureza é falha

A natureza é sábia! É o que escutamos ao observar ações cotidianas, nas quais a natureza cumpriu perfeitamente o seu papel.

A natureza é sábia ao fazer de nosso cérebro quase que uma esponja capaz de absorver e armazenar milhares de informações na infância a fim de que possamos selecioná-las e aplicá-las na fase adulta. 

Sábia quando nos faz fortes e criativos nas idades entre os 20 e os 50 para que possamos produzir, prosperar e perpetuar a espécie.

Ela é sábia ao apresentar sintomas físicos em nosso corpo, como uma gripe, uma dor de cabeça, para que prestemos mais atenção em nossa máquina que nos mantém vivos.

A natureza é inteligentíssima ao colocar na mulher um hormônio que a faz achar fofinhas as crianças e despertar o desejo de cuidar e proteger.

Sábia ao fazer o cérebro masculino mais objetivo e focado, tornando-o super hábil quando o assunto é defender a prole e, por outro lado, fazer  o da mulher capaz de interligar várias informações ao mesmo tempo, tornando-a ágil em cuidar da criança, da casa, do trabalho e de mais umas mil tarefas simultaneamente.

Mas a natureza falha! 

Não estou falando aqui da falha física que gera um câncer, por exemplo, quando o nosso corpo não foi forte o suficiente para combater uma celular defeituosa.
Refiro-me aqui a uma falha mais sutil, dais de dentro, que acontece na adolescência. Como somos burros nessa fase!

Dirigimos embriagados, entramos em roubadas porque os amigos entraram, não obedecemos a regras, dormimos demais e perdemos muito dia de sol, de praia... Porém, a pior dessas falhas juvenis é a incapacidade de perceber o quão importante são os idosos para a nossa vida.

Queremos distância de pai e mãe, não temos a menor paciência para nossos avós, nem queremos saber dos problemas de nossos tios... Enfim, nada que não se refira ao nosso tão pequeno e tacanho mundinho nos interessa. 

Se tivéssemos investido tempo em ouvi-los sobre suas experiências, seus erros e acertos, sua cultura, sua geração e tudo o mais que os mais velhos trazem em suas bagagens de vida, tenho certeza de que seríamos adultos melhores. Pelo menos mais humildes, mais embasados teórico e emocionalmente, com uma coração menos ansiosos, mais generoso, pois isso, é a idade quem traz.

Infelizmente, na adolescência a natureza falha e quando nos damos conta da besteira e queremos recuperar o tempo perdido, pode ser tarde. Pior ainda é saber que um dia nós seremos os "velhos chatos" de algum jovem que não estará nem um pouco interessado em nós.


É vida que segue. 

Não tenho nada a ver com isso



Digo e repito esta frase para mim diversas vezes no intuito de me conformar com o que eu não posso mudar.

Não tenho nada a ver se um conhecido resolveu pagar quase mil Reais em um jantar durante a semana. Nada a ver com a exploração do primo com a tia de mais de sessenta anos fazendo-a assumir a trabalheira que os rebentos do primeiro dão.

Não tenho nada a ver com as visitas que resolvem praticamente morar na casa dos meus pais, causando-os desconforto. Nada a ver com o sofrimento da empregada com dores no joelho, sem poder trabalhar pra pagar um médico sequer. Nada a ver com as grosseiras de netos com avós, de primos com tios, mesmo sendo todos eles meus parentes.

Tenho mesmo não, nada a ver com isso, pois não sou eu a responsável por tais atos, nem tenho a menor influência sobre os atores e em nada deveria roubar um segundo da minha preocupação tudo isso.

Ah! Seria ótimo! Viver alheia ao que acontece em meu entorno já que não é da minha conta e ninguém está pedindo a minha opinião.

Pois é, mas não é bem assim que a minha banda toca. Tudo isso me afeta profundamente, parecendo até que a protagonista ou a antagonista da história sou eu e me sinto na obrigação de ajudar, de palpitar, de tomar as dores.

É óbvio que me metendo corro o risco de levar de volta a doce frase: Isso não é da sua conta, não se meta! Mas prefiro isso a ficar apenas observando "em cima do muro" as injustiças, grosserias e explorações.

Tenho severas desconfianças das pessoas que muito se omitem. O que elas pensam? Do que são capazes ou não pelo outro? Como agem quando estão a sós, se tão pouco deixam-se revelar em situações que exige uma atitude?

Sou mais correr o risco de dar uma bola fora, de exagerar na dose do que engolir o sofrimento de ser espectadora de absurdos.

Quer saber, eu tenho tudo a ver com o que afeta que eu quero bem,m pois se meu coração resolveu amá-los, são, portanto, parte de mim. Logo, tenho TUDO a ver com isso sim!