domingo, 30 de março de 2014

Tá faltando

Ta faltando amor

Ta faltando paixão

Ta faltando paciência

Ta faltando encontro

Ta faltando compreensão

Tá faltando tesão

Tá faltando o sol

Ta faltando O mar

Tá faltando você chegar

Tá faltando sabor

Ta faltando calor

Tá faltando eu nesse lugar

Falta mais poesia

Mais alegria

Mais filosofia

Mais viver

Mais conhecer

Mais saber

Tá faltando se mexer

Tá faltando viver

Tá faltando renascer

Tá faltando espera

Tá faltando lógica

Tá faltando órbita


Tá faltando...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Não dá pra ganhar todas


A gente, pelo menos nós brasileiros, temos a cultura do "se dar bem", do ser esperto, do "ganhar vantagem".

Não necessariamente as expressões acima são pejorativas. O "se dar bem" pode ser muito bem uma viagem que se tirou toda de milhas e ainda conseguiu uma promoção no hotel. Me dei bem!
Pode ser conseguir chegar no primeiro segundo de início da liquidação da sua loja preferida. Que sorte, hein! E por aí vai.

Contudo, não se engane, vai chegar o dia no qual você vai perder uma batalha. Disse uma batalha e não a guerra, mas isso vai se ro suficiente pra lhe deixar bem chateado.

Foi uma remarcação de passagem depois de uma decisão errada que vai te custar quase o preço da viagem inteira. Foram as férias programadas para curtir os dias ensolarados das praias do caribe e, ao chegar lá, pegou a semana atípica de chuvas na região. 

Foi ainda a compra de uma bolsa comprada na semana passada na qual a sua amiga pagou a metade no preço na semana seguinte, pois pegou  a liquidação (ela se deu bem!. E por aí vai.

A verdade é que perdemos, ou falhamos ou seja lá que nome isto tem porque somos seres pra lá de imperfeitos, mas que teimam em acreditar que as nossas decisões devem sempre estar corretas.

Somos tão arrogantes a ponto de nos desestruturar-mos porque algo não saiu conforme o programado, Choramos, esperneamos, xingamos, botamos a culpa no outro, no clima...

Às vezes a decisão já foi a errada desde o início e é por isso que ela deu errado, mas na hora criamos uma lógica perfeita par a nos convencer de que era aquilo que deveria ser feito. Doce ilusão.

Alguém lá de cima vai te frear, pode chamar de Deus ou de destino, tanto faz. E a consequência deste freio será, claro, a sua frustração, será preciso reprogramar a rota.

Passei por isso um dia desses, nem vou entrar em detalhes,m pois foi uma sequencia de decisões erradas que acarretou numa frustração bem cara pro meu bolso.

Mas seu eu puder dar um conselho, vai o seguinte: não permita que a ansiedade seja a conselheira em qualquer decisão. Ela sempre vai querer lhe levar pro caminho mais rápido, mas que talvez não seja o melhor.

Meu segundo conselho, este é bem difícil no primeiro momento, é: Dado que a burrada está feita, o vacilo já foi concretizado e não há o que mais fazer, ACEITE. Não fique buscando "porquês", nem culpe os santos ou a lua. Simplesmente aceite que aquele dia não era o seu e que ele lhe sirva de lição para que você NUNCA MAIS DEIXE ISTO ACONTECER NOVAMENTE.

Isso vai te aliviar até você planejar outra marmota que tenham que te frear, etc ,etc, etc.


sábado, 15 de março de 2014

Um milhão de "mins"


Ansiosa como sou, fico doidinha quando resolvo escrever sobre algo.

É que quando a mente aguça pra escrita, tudo em volta me comove de certa forma e vira um tema.

Pode ser uma cena cotidiana em família, o vinho que tomei ontem, o livro que peguei pra ler hoje, a frase que minha filhada colocou no whats upp, a morte e por aí vai.
É um caos mental que certamente é reflexo de como vejo o mundo; não como algo estanque, preto ou branco, totalmente definido com cada sensação e sentimento em suas horas próprias, com data e local para acontecer.

Não, pra mim tudo acontece misturado. Posso estar no salão de beleza cortando os cabelos (esse momento me deixa bem tensa) e a cabeça divagando sobre a perda de tempo na vida e o que eu preciso fazer para me firmar profissionalmente.

Os sentimentos dentro de mim, esses é que ainda são mais conflituosos. Posso estar super pra baixo em uma tarde de sábado e uma visitinha a casa dos meus pais ou das minhas primas me levar pra um outro estado emocional, que vai durar as horas que eu ficar lá. Depois  volta o tal estado meio down, pois tem dias que não tem jeito mesmo, é melhor aceitar do que ficar tentando distrais a tristeza.

Quem ficava maluco com esse meu jeito era o marido, mas agora ele já se acostumou. Acordo no sábado querendo ir à praia, ir à minha padaria predileta pra tomar café da manhã, fazer aula de surf, comprar o que está faltando pra casa e ir ao shopping. Tudo isso ao mesmo tempo e fico um tempão tentando planejar o melhor caminho enquanto ele, o marido, pacientemente aguarda a decisão final, sem nem interferir. Um fofo!

Mas eu comecei esse texto na intenção de escrever sobre um dos quatro temas que citei na segunda linha e agora vejo que falei sobre outra coisa nada a ver com a ideia inicial.

Relevem , por favor, hoje é sábado e quando tenho o tempo livre assim o meu corpo quer ser pelo menos uns quatro pra dar conta de tudo o que pretendo pro dia e não dá, né?  Mas a cabeça pode ser, e é, um milhão de “mins” e, portanto, a escrita será sempre esta confusão de ideias querendo pular pra fora, mas que terão de esperar até o próximo post.


segunda-feira, 10 de março de 2014

O outro


Por mais que digamos que não nos importamos, não queremos nem saber, estamos nem aí para a opinião do outro, a verdade é que ela vale e muito na nossa vida. 

Se o outro nos aceita, se fala bem ou mal de nós, se ainda nos ama, se gosta do nosso trabalho, se nos acha bonita, se nos acha gostosa, se acha que engordamos, que envelhecemos, se nos acha interessantes, se nos acha inteligentes e mais um monte de outros achados que a gente acha que o outro acha ou pode achar da gente. 

Diante disso, traçamos nossa opinião sobre nós mesmos, sobre o outro (porque a gente também é “o outro” para alguém) e vamos seguindo a vida cheia de neuras, tentando nos adequar ao que a gente gostaria que o tal outro achasse de nós mesmos. 

O problema é que “o outro” é muita gente. É pai, é mãe, é namorado, é amigo, é chefe, é marido, é primo, é a vizinha, a manicure, o treinador, a inimiga, o ex, o atual... 



O achar do outro é pura especulação nossa. É uma mistura do nosso senso crítico com algo que desconhecemos completamente, que é a forma de julgar do outro. O que pensamos sobre o pensamento de alguém é muito mais o que pensamos sobre nós mesmos do que qualquer outra coisa. 




Veja bem, como é possível ser um só se aos olhos de cada um seremos uma pessoa diferente? É claro que não dá para ser bom pra todo mundo e agradar a todos, já sabemos demais disso. 

O que é preciso saber é ser bom pra si mesmo. Conhecer limites, saber onde o calo aperta, saber até onde podemos ir pelo outro de modo que não nos fira, não nos invada e, o mais importante, saber até que ponto, tentando parecer legal aos olhos do outro, não nos perderemos de nós mesmos e um dia não nos reconheceremos mais em nossos gestos, valores, palavras, preferências...

... E burramente, nos esquecemos que o outro se aproximou de nós porque um dia fomos nós mesmos. 



P.S.: Desculpem-me por estas “quase Anáforas” em negrito, mas o tema é complexo mesmo e precisa de repetições.

sábado, 8 de março de 2014

Mulheres




Mulheres guerreiras
Mulheres solteiras
Mulheres brejeiras
Mulheres faceiras

Mulheres do bem
Mulheres de alguém
Mulheres 100
Mulheres zen


Mulheres da vida
Mulheres bonitas
Mulheres vividas
Mulheres destruídas

Mulheres da luta
Mulheres robustas
Mulheres estúpidas
Mulheres astutas


Mulheres do padre
Mulheres de araque
Mulheres do samba
Mulheres bambas

Mulheres negras
Mulheres ruivas
Mulheres saradas
Mulheres mal amadas




Mulheres brancas
Mulheres santas
Mulheres sacanas
Mulheres Ana.

Mulheres caídas
Mulheres sabidas
Mulheres que comem
Mulheres de silicone




Mulheres viajadas
Mulheres amarradas
Mulheres desquitadas
Mulheres amadas

Mulheres apenas
Mulheres de Atenas
Mulheres serenas
Mulheres dilemas



Mulheres Luanas
Mulheres insanas
Mulheres de cama
Mulheres de Chico Buarque de Hollanda



Mulheres sem eira
Mulheres poeira
Mulheres "funckeiras"
Mulheres sem beira

Mulheres artistas
Mulheres cativas
Mulheres esquisitas
Mulheres estilistas


Mulheres de areia
Mulheres sereias
Mulheres cabreiras
Mulheres alheias

Mulheres que cantam
Mulheres que clamam
Mulheres que apanham
Mulheres que reclamam


Mulheres recalcadas
Mulheres despeitadas
Mulheres cacheadas
Mulheres difamadas

Mulheres dos lares
Mulheres dos altares
Mulheres dos mares
Mulheres de áries



Mulheres fortes
Mulheres sentidas
Mulheres sofridas
Mulheres queridas

Mulheres felizes
Mulheres atrizes
Mulheres Amiccis
Mulheres deslizes



Mulheres magrinhas
Mulheres rainhas
Mulheres na linha
Mulheres de sainha

Mulheres show
Mulheres do gol
Mulheres Wow!
Mulheres Monroe



Mulheres que fazem
Mulheres que desfazem
Mas que são sempre Mulheres em todos os lugares.
Que sabem sofrer
Que se permitem chorar
Mas sabem que lá no fundo existe uma força ímpar
Que "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima"

segunda-feira, 3 de março de 2014

É carnaval, dispa-se!





 



É carnaval no Brasil, é carnaval no Rio.




Andando pelas ruas, nos metrôs, taxis e ônibus, durante este período de festa a gente parece estar dentro de um canal de Tv infantil.


Vemos Freds Flinstons, Alices nos país da maravilha, a turma do Chaves com direito à Chiquinha, Kiko e seu Madruga. Sentamos num bar ao lado de Brancas de Neve e Cinderelas (muitas vezes representadas por homens). Na fila quilométrica do banheiro não há pessoas mal humoradas, mas bailarinas, simpsons, smurfs, hippies, palhaços e a criatividade não tem limites.



Essa é a grande magia do carnaval. Por pelo menos cinco dias é possível nos despir-mos de nós mesmos. Podemos tirar aquela couraça que vem meio sacrificada do trabalho, do dia a dia, do desamor, do estresse, etc, etc.
No carnaval, por pelo menos cinco dias, a gente pode ser quem quiser. Podemos nos fantasiar de um personagem e encarnar também seu espírito.



As bailarinas (homens ou mulheres) ficam mais singelas, os palhaços mais engraçados, os flinstons mais infantis, as Carmens Mirandas mais femininas... Enfim, a gente encarna alguém de quem gostaria de levar um pedaço pro ano todo para que ele ficasse mais leve.

Não dá! Ninguém é personagem, a gente é real e a vida também. Tem problema, tem perrengue, tem tristeza. 
Então, já que tudo vai "se acabar na quarta-feira", aproveite esses cinco dias mágicos e dispa-se! 

Dispa-se de si mesmo e como bem cantou Chico Buarque "não me diga mais quem é você."

Bjs e até quarta-feira.